O Les Sentiments é um blog sobre pessoas. E dessas pessoas, o que elas sentem. Aqui tem espaço para todo o tipo de produção criativa, desde que seja própria, desde que seja real, desde que seja sincera.
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  • Danilo Braga




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    Por deni

    – Oi, você está ocupado? Eu vim fingir que preciso que você faça algo pra mim…

    – Não, nunca estou ocupado. Essas vinte e sete cópias manuscritas que preciso passar para o computador são só diversão, mas me diga, o que você veio inventar?

    – Preciso que você edite esses papeis em branco, eles precisam estar mais concisos, e eu não sei, talvez esse vazio esteja de alguma forma, errado.

    – Sim, sem problemas, arrumarei um tempinho para fingir também. Você está bem?

    – Claro que estou! Aah, essa cara de choro? Minha violeta murchou e morreu.

    – Entendo como isso acontece. Sim, estou fingindo que não me importo muito, olha essas ervas daninhas nascendo do lado do computador, elas não me incomodam, mas eu precisava te dizer

    – E eu preciso ouvir.

    – Não são bem as ervas daninhas…

    – Nem esses serviços escrotos que você faz? Você realmente precisa ir até a copiadora toda hora, não é?

    – Sim, sabe, eu preciso mandar uma folha de cada vez. E escolher o lado da copiadora onde você possa me ver da sua mesa feia.

    – Ou ver suas costas…

    – Eu também gosto de fingir que não me importo.

    – Bom, agora tenho que ir. Tenho muitos papéis para empilhar

    – Claro, claro. Sobre as folhas em branco… Não mexerei nelas, mas adoraria devolve-las na sua sala amanhã.

    – Ótimo! Estamos combinados então.

    – Volto amanhã. (pensarei bastante em você ainda hoje, principalmente antes de dormir)

    – Estarei esperando (que você venha mesmo amanhã, vou ficar olhando para a porta)

    – Tá o-quê-ei. (é bom ouvir sua voz)

    – Valeu! (é bom demais ouvir sua voz)

    E fingiram diálogos irracionais e necessidades inexistentes ad infinitum disfarçando o fato de que a necessidade era apenas de garantir que o outro estivesse sempre perto… e sob controle.

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    Categorias: Sem categoria. Postado em 27 de outubro de 2009. Link Permanente. Mais posts de deni.





    Por deni

    é uma mania que carinhosamente eu chamo de abandonar.
    Esquecer, não ligar. Não é por mal, é pelo bem. Bem das pessoas e dos objetos que convivem com pessoas como eu e você todos os dias.

    Com certeza você teve isso, aquele sorriso separado por um vidro de uma janela ou um tchau prolongado pelo fechar da porta de um carro, das portas metálicas do metrô, do rodar de uma catraca que leva ao infinito mundo da rua lá fora. E você espera que o tempo os aprisione de novo em uma sala de gente, que perante a presença de quem te faz respirar mais acelerado se desqualificam à categoria de objetos. Ahh, você desenhou na mesa, você riscou o seu caderno com uma letra de música, pois então aconteceu. Deve ter sido na rampa próxima a quadra? Ou nas escadarias da lanchonete? O sinal bate e o coração dá uma pontada, avisando que tá vivo. Aconteceu, e você não vai ser só nessa dor.

    Abriu a janela e o vento levou pra tão longe que seus braços não conseguem mais alcançar. Não, não são os seus braços que são curtos demais, solte-os e pare com as tentativas de prolonga-los: é o limite do ser humano, onde só cabe sentir e sentir o cheiro dos cabelos sem poder se fazer notar com um novo corte.

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    Categorias: Sem categoria. Postado em 10 de setembro de 2009. Link Permanente. Mais posts de deni.





    Por deni

    Domingo, dia dos pais. Como muitos de nós, fui visitar o meu. No caminho, paramos em uma feira para comprar os vegetais que precisaríamos para o almoço. Tinha como não pensar: que cilada? Eu pensei. Mas me surpreendi com a diversidades de elementos de design naquele caos organizado e separado por barracas.

    O que chama a atenção, a principio são as cores. Sim, demodê e lugar comum para quem ouve ou realmente nunca esteve em uma feira. São cores vivas, fortes e diversas. Cada fruta ou legume com um tom único, que difere da cor da mesma fruta em outra barraca.
    Mais interessante é como, sem perceber, o próprio feirante mudava o matiz dos produtos que vendia, ao escolher a cor da lona de sua barraca, onde o sol bate e o toldo filtra os tons pertencentes à uma outra cor senão a da lona.

    As caixas, empilhadas geométricas e ordenadas ao lado do caos desseletivo e aleatório das frutas colocadas em exposição mostra um contraste de formas que é muito forte na feira. Os espaços são milimetricamente divididos e respeitados pelos feirantes. Entretanto, dentro desses espaços, os produtos são sortidos com a desordem organizada, onde não é simétrico, mas faz sentido. A equivalência desses dois aspectos leva o visitante a ter a sensação de um equilíbrio estético perfeito, alinhado por cordas e pedaços de madeira.

    Ainda, uma feira livre é uma deliciosa jornada tipográfica. Caminhando por entre as barracas, os preços são anunciados através de cartazes improvisados, onde como os preços mudam a todo instante. A demanda é por alguém pra criar aqueles cartazes, que fiquem bonitos e legíveis de forma muito rápida. Trabalho para a tipografia de Gutenberg ou para algum feirante mais caprichoso. Em uma das barracas, uma moça (muito) bonita fazia esse trabalho. O “i”, com o pingo em forma de bolinha aberta, era o charme. Concentrada, fazia os cartazes com uma caneta piloto e muita atenção. Chamei-a e ela não ouviu.

    Fiquei com a idéia na cabeça: inspiração. Quando a tela do InDesign, do Illustrator ou do Word segurar a sua mente, saia. Vá a rua, receba estímulos externos, deixe o vazio da mente se encher de cores, formas e idéias do mundo. Melhor que navegar por elementos inspiradores em sites, é navegar por elementos que inspiram na vida real.

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    Categorias: Sem categoria. Postado em 9 de agosto de 2009. Link Permanente. Mais posts de deni.





    Por deni

    Primeiro, é como se algo tivesse entrado nas veias. Você vê, lê ou escuta o que te abala e então sente isso percorrendo: como se começasse na barriga e fosse, em meia-lua, subindo até o peito. Daí, dissipado em veias menores que descem pelas costas e chega até os braços. As vezes a perna também sente. Os pelos arrepiam.

    Depois, a pergunta: porque você ficou quieto?

    O corpo começa a diminuir. Você consegue sentir as mãos mais próximas e os braços ligeiramente mais curtos. A coluna curva-se, como se quisesse voltar à posição em que foi desenvolvida ainda em feto. A primeira imagem que vem à mente é a cama. Você deseja, com todas as forças se esconder, e o melhor lugar que isso pode ocorrer é a cama.
    Na cadeira do computador, você escorrega até que seus olhos estejam na altura da tela. Você ficou mais lento que a máquina, que aguarda ansiosa mais comandos seus. Mas você não tem vontade de decidir nada, e volta o olhar pro relógio. Já posso ir pra cama?

    Ainda bem que eu posso.

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    Categorias: Sem categoria. Postado em 8 de agosto de 2009. Link Permanente. Mais posts de deni.





    Por deni

    nasci em outubro.
    os que acreditam, sou de escorpião.
    mas eu acho que tem muito mais além dessa coisa toda de planetas e órbitas. eu sou confuso, sou indeciso, inconstante. mas que chatice é gente normal!
    eu não gosto de gente normal. que é constante. gente que nunca gritou de alegria e gargalhou de desespero. gente que nunca se viu em cima de um amiguinho tentando enforca-lo. e depois abraçar! e ser melhor amigo do quase enforcado!
    emoção, sabe?!
    cada dia eu brilho mais forte.
    e não tem nada que impeça, que mesmo nos dias em que eu me escondo, eu estou ali, cativando, cavocando e castigando.
    pra no outro dia sorrir de novo, e mais forte!
    não é fácil conviver comigo, todo mundo sabe.
    quem consegue, quem realmente consegue, nunca mais esquece.
    vale a pena tudo isso por um branquelinho frangote que escreve poesia?!
    isso é uma decisão sua, pra se pensar antes de entrar na minha mente.
    afinal,
    eu sou de outubro.

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    Categorias: Sem categoria. Postado em 4 de agosto de 2009. Link Permanente. Mais posts de deni.





    Por deni

    é feio e agora é proibido, mas eu continuo aqui, fumando como um condenado quando exatamente todos os jornais na banca bem à minha frente falam sobre o tal assunto.

    de verdade?

    foda-se. Eu tenho meus próprios problemas e o câncer ia ser o menor deles, aaah se ia, viu?

    - o que é que você tá falando aí? hahaha, tipos, olha o seu cabelo. você não tem moral alguma.

    eu sempre trago e solto a fumaça pra cima. Sei lá se é pra tragar na porra da idéia da existência de um “deus” que deveria estar olhando pra cá agora

    - e se ele estivesse, ia estar te punindo.

    mas ele tá, porra. e essa é minha revolta, ele devia estar cuidando de mim e não me fodendo.

    - larga de frescura, é só uma fodinha que você perdeu.

    é mais fácil encarar as coisas assim. eu nunca fui muito bom com essa história de perder mesmo! nunca soube perder. Eu roubava as notas do banco no imobiliário e todos pensavam que eu era bom pra caralho no jogo. Mas sério eu nunca fui. Nem no pique esconde nem na porra da amarelinha, eu era todo torto e pisava errado. Até hoje eu sou meio anjo torto.

    - hmmm tá todo poesia. Me fala, o que você tá sentindo, vou até pegar meu caderninho pra anotar…

    é essa merda aqui dentro. é exatamente como perder a bosta de um joguinho tipo Mario Kart. Lá não dá pra roubar sem prejudicar ninguém e perder no Mario Kart sempre foi o que me deprimiu mais nessa vida. Me empresa o isqueiro de novo

    - tá, peraí. mas porra, você sempre ganha essas merdas.

    ganho, mas é sempre na malandragem. Eu faço essa pose de quem sabe tudo sobre o assunto e faz cara de tudo simples. Mas a verdade é que eu nunca fui bom em nada.

    - para mew, olha essas merdas que você cria. Você tem alguma coisa ae

    tenho, tenho mesmo. é uma doença terrível, que Russou sequer sabia da existência quando disse aquela hepatite.

    - foi Baudelaire e é tuberculose. Toda tuberculose faz nascer um poeta. Olha Augusto dos Anjos! Vês!? Ninguém assistiu ao formi

    dável enterro de sua última quimera… bla bla bla, toma um fósforo, acende teu cigarro.

    - essa merda vai me deixar fedendo. mas enfim, é dor de corno?

    não porra, é só que eu não sei perder.

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    Por deni

    No murders were resolved that night
    The one that I standed out of your light
    I would had called you, I would have Oh I might
    Just If I wanted any kind of fight

    That night when rained too much
    The one that I could not feel your touch
    Hesitation, pauses and conversations such
    Monsters in clouds the sky did cut

    I know what that sign means
    The horns where no kind of violins
    Too many many drana streams
    Getting troughtout my outs and ins

    Its a lot more than being strong
    And a lot more than being there
    It’s not about just a pretty song
    Its because of you, that’s all I care;

    And i’m losing it
    its all under a creep disorder
    The face that i don’t wanna meet
    Is waiting for me by the corner;

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    Categorias: Sem categoria. Postado em 20 de abril de 2009. Link Permanente. Mais posts de deni.





    Por deni

    Muitas coisas nós fazemos colocando as coisas de forma bem racionalista: na balança.
    Calculamos riscos, fazemos previsões. Aí me lembro de uma música do Los Hermanos que diz: Então prever serviu pra eu me enganar.

    Quando deixamos de viver pra existir? Como uma conta bancária, com juros, vendo se vale a pena e tudo o mais. Por que?

    Talvez devamos viver assim, meio loucamente dentro de nossos próprios delírios e comer a vida sem medo dos espinhos. Afinal, se pararmos pra avaliar o que vale a pena, o que é seguro e tudo mais, nos descobrimos em um mundo de cotonete, aonde tudo é chato e tedioso. Afinal, é bem mais prazeiroso o jogo que foi difícil de ganhar, o filme que foi difícil de achar, o amor que foi proíbido.
    Romeu e Julieta tinham tudo contra, e o amor deles era lindo por isso. Então, tomemos desafios com muita honra, porque a recompensa é boa.

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    Categorias: Sem categoria. Postado em 14 de abril de 2009. Link Permanente. Mais posts de deni.





    Por deni

    A Luz apagada, deitado na cama que já foi palco de tramas e comédias, tragédias e romances.
    Shhh! Não se mexa, ou os seus problemas vão te encontrar. Tente fechar os olhos, e dormir.
    (                  Quem já provou do mais doce dos venenos, não quer saber do que mata devagar.)
    Senti um sopro na nuca, e seus lábios no meu pescoço. Os seus dedos levemente se perdendo por dentre meus cabelos. Seus pés enrroscados no meu, e a sua pele, tão macia e lisa, e o som doce da sua voz, como uma melodia de vanguarda, intrínseca na minha coleção de discos. O disco aliás, que não tocou no rádio velho do meu quarto. O seu riso, o seu sorriso, os seus suspiros. O calor do seu corpo, uniforme, se confunde com a irregularidade do meu. A sua cabeça recostada sobre meu peito e meus dedos brincando na sua orelha, tentando o seu pescoço. O telefone toca, a chuva cai. Eu sabia que aquela noite seu cheiro ficaria de monte no meu travesseiro, nos meus lençois e em todos os lugares que você passou.

    Aí eu me lembrei.

    Que era dia dezesseis, e que você já não está mais aqui.
    O travesseiro sem cheiro, a almofada sem graça que soco com raiva, como se fosse culpa dela a sua ausência no meu cotidiano. Quando te convidei, com todas as conseqüencias do mundo para fazer parte da minha vida, era pra sempre. Mas você não está aqui. Posso contar, são algumas cadeiras de manhã, quilometros intermináveis a tarde. A noite, torço para que o mal da escuridão do bairro do Butantã não te assuste, eu sei que você tem medo do escuro.
    E então eu lembrei do dia em que fui comprar ingressos, e vi que um cantor iria se apresentar. Não um qualquer, mais um que foi motivo do que um dia já foi a maior de nossas discórdias.

    Pule essa música, deixe como está. O máximo que pode acontecer, aconteceu.

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    Por deni

    “Foi assim, de um dia para outro dia que eu percebi.
    Levantei e fui até o banheiro fazer pipi, quando eu olhei no espelho ela estava lá. Barba. Que sensação estranha essa de pelos saindo da minha cara, não lembro de querer isso nunca. A única sensação parecida com essa foi quando eu passei chocolate no queixo e derramei um montão de granulado em mim mesmo, e o granulado grudou no chocolate e ficou lá até a minha mãe ver e mandar eu acabar com aquela bagunça. E veja só, acho que agora a bagunça se tornou permanente.
    Em cima da minha mesa, um monte de papeis. Contas. Contas que eu tenho que pagar, contas de coisas que gastei, contas de coisas que eu tô gastando. Perdi a conta de quantas contas tem nessa mesa, e lembrei da mesa do meu pai. E olhei a minha mesa, e poxa, elas são parecidas. Essas coisas de adulto, cartões de crédito, eu não quero essas coisas de adulto por aqui. Chave, pra que eu preciso de chave de casa?
    Eu sinto falta do colo da minha mãe. Eu sinto muita falta de dar beijinho de boa noite nela, e de ter de desligar o videogame quando ela chegava em casa. A hora da tevê era dela. E eu sinto falta dos sapatos do meu pai, sinto falta de quão grande eles eram nos meus pés e como eu gostava de vestir as roupas dele, aonde de fato, cabiam um milhão de vezes eu. Eu sinto saudades de me esconder no armário dele, de ficar vendo como eram engraçadas as gravatas dele penduradas. Sinto falta da voz dele todo dia, e da cara de cansado dele. Sinto falta da minha mãe saindo do quarto de pijama e ‘o que vou fazer de comida hoje?’ que ela perguntava para a geladeira mesmo quando tivesse a resposta. Sinto falta dos meus plásticos, os carrinhos, as casinhas, os bonecos e as coisas de adulto: era muito legal quando essas coisas de adulto eram de mentirinha, o meu cebolinha sentado pertinho da minha cama, e os ursinhos que tinham nomes engraçados.
    Atrasado para o trabalho. Hoje é dia de fechamento de revista, tenho muitos textos pra revisar, e muitas páginas pra diagramar. As minhas coisas de adulto, tão simples e tão cotidianas. Os plásticos sumiram enquanto eu dormia, e os ursinhos fugiram em massa. Meu endereço não é o mesmo, e meus pais já não dividem mais a mesma cozinha e os mesmos pratos que eu uso. Não vejo mais a cara de cansado do meu pai ou ouço a voz da minha mãe todo dia. Eu não lembro quando essas coisas de adulto entraram na minha vida, mas eu não as quero mais.
    Visitei a casa dos meus pais, tirei os sapatos do meu pai do armário, e tentei me esconder lá dentro de novo. Estranho, o armário encolheu tanto, e meu Deus, eles estão tão pequenininhos.
    Fechei o olho e desejei que isso tudo fosse embora, queria não ter mais prazos e pautas, queria não mais ter responsabilidades. E a minha criança, essa que não cresceu, não diminuiu, não envelheceu, essa chorou.”

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    Categorias: Sem categoria. Postado em 11 de janeiro de 2009. Link Permanente. Mais posts de deni.



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